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OTRA MIRADA SOBRE LA REPUBLICA DE IRAN
publicado en Columnistas | 15 Comentarios
Cuando se debate en medios internacionales la participación de la República Islámica de Irán en el grupo de los paises con equipamiento atómico, se suele olvidar el debate de la participación de los actuales gobernantes iranies en el grupo de los dirigentes de paises que no que respetan los derechos humanos y religiosos.
A lo largo de los últimos años, desde la revolución de 79, aquel país ha venido llevando a cabo una campaña de injusta discriminación, persecución y casi genocidio a más de 300 mil miembros de la Comunidad Bahá’í.
Siendo la mayor comunidad religiosa del país, después del chiismo, religión del gobierno y del estado, sus miembros han desaparecido, sido presos, torturados y ejecutados solo con la preocupación internacional como aliada, en un total de 200 muertos, último de los cuales en 2006.
Además de tal atrocidades, el gobierno iraní se vuelve explícitamente contra los niños y los jóvenes bahá’ís, de acuerdo con oficios y despachos ministeriales y institucionales hechos públicos por diversas entidades internacionales.
La acción continua para impedir el acceso a la Enseñanza Superior que esta religión ve como una necesidad vital, es una clara señal de los objetivos gubernamentales de destruir la Comunidad Bahá’í.
El decreto oficial impidiendo la admisión de estudiantes bahá’ís en la admisión a universidades públicas, emitido en 1981, aún en vigencia, una vez que diez años después el gobierno lo confirmó en memorando secreto.
En este memorando se puede leer que los bahá’ís “deben ser expulsados de las universidades, sea en el proceso de admisión o durante el decurso de los estudios, siempre que sean conocidos como bahá’ís”.
En la búsqueda de ventajas comerciales y otros favores de la comunidad internacional, los diversos gobiernos iraníes, bajo la cúpula de una misma visión del mundo, ha intentado engañar a aquellos que buscan monitorear sus derechos humanos.
La abstención de Brasil y la ausencia de Uruguay en el momento de la votación (noviembre de 2005) en Asamblea General son posibles ejemplos.
La destrucción de la vida estudiantil y académica de una comunidad, es la destrucción de los tejidos que le pueden permitir el progreso. Y el Gobierno Iraní sabe eso al erguir cada vez más barreras contra una comunidad religiosa cuyos crimenes son defender la progresividad de la especie humana y por tanto, del mensaje divino, la igualdad entre todo hombre y mujer, un liderazgo mundial basado en la consulta entre todos como elemento fundamental y la eliminación de todas formas de prejuicios y fanatismos, por la unidad de todo género humano.
Ese es el crimen de los bahá’ís en Irán: creer que el ser humano es capaz de contribuir para el progreso de la humanidad.
Sam Hadji
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15 Comentarios


























Ánimo Sam para que continúes tu lucha y cuídate.
Yo soy ateo, pero para mí la guerra es la única razón por la que discrimino a un pueblo: Irán, EE.UU. y los demás hacedores de guerras, siguen en un momento histórico que les minimiza. Saldréis de ésta pronto.
Un abrazo,
Alfonso, de Sevilla.
Como siempre estoy muy contenta con tus palavras de lucha. Intentar impedir la educación de todos ( de los diferentes, de los que quieren más) siempre fue una de las cosas que los ditadores intentaron acer. Pero no pudimos bajar los brazos.
Un beso,
Mafalda, de Portugal
Ola,
Escrevo-te de Cracovia – ja o sabes – e a falta de acentos neste computador e ja suficientemente grave para que escreva em castelhano. Nunca repetirei demasiadas vezes que sao dignos e justos tais propositos.. e boa a escrita. Mas saberias expressa-los sem atacar a Rep. do Irao? E que o teu olhar e, manifestamente, “una mirada sobre la Republica de Iran”, e, ao contrario do que me ensinaste que se deveria esperar de um Bahai, bastante politica!
Devera a Rep. do Irao mudar antes que mudem os Bahais!? (parece uma boa proposta de analise para ti!)
Abraco de azinho,
marcos
Hola Sam, interesante lo que has escrito, y una realidad……. algun dia, todo esto acabara y tendremos una unidad y armonia mundial, por el momento las circunstancias son adversas. Debemos de tener buenos animos siempre y luchar todos juntos por un mundo mejor, sin guerras ni prejuicios.Que la paz y el amor reine en la tierra, algun dia.Saludos.
Olá Marcos no seu comentário perguntou ao Sam: “Mas saberias expressá-los sem atacar a Rep. do Irão?”
Talvez esta seja uma pergunta mais frequente nas pessoas que observam situações deste género em relações aos bahá’ís no Irão ou no Egipto…
Será que saberemos expressar estas desumanidades sem atacar a Rep. do Irão?
De facto, se a situação teria surgido do povo ou até de uma milícia a parte talvez se poderia até pedir ao governo que intervenha no sentido de defender e garantir os direitos básicos dos cidadãos, mas não, não é este o caso.
A situação é originada, provocada e alimentada sistematicamente pelo próprio governo, pelo próprio presidente, pela própria autoridade máxima religiosa do país, pelos ayatollahs, pelos juízes dos tribunais islâmicas, pelos reitores das universidades do regime… pessoas que deveriam se preocupar com o desenvolvimento do país, um país que está afundando cada vez mais na droga e no álcool, na prostituição, na pobreza… na ignorância. Incrível não é? Problemas destes num país religiosamente controlado!!!
E o povo? Que papel terá o povo que não é bahá’í neste espectáculo?
Se me permite, digo que nada. O povo está mais ocupado com a sua própria prisão, sua própria opressão, tentar salvar seus próprios filhos e filhas estudantes, jornalistas, mulheres…da tirania e opressão e…
Cara Ela,
A República do Irão é um estado de direito, representado em todos os organismos internacionais. Ao contrario de outras, não teve nunca o desejo hipócrita de se mostrar ou dizer uma democracia. Tem, isso sim, um sistema político próprio, que recebe um amplo apoio da população – porque, de outro modo, já teria caído! Foi também assim em Portugal, com 48 anos de ditadura, porque ninguém acordou democrata na manhã de 25 de Abril de 74!
Muito naturalmente, o seu governo adequará a sua acção ao que certamente é o sentir de uma ampla parte da população, ainda que isso pareça injusto e inadequado e muito possa surpreender quem vive neste lado do globo. Mas o modelo democrático pressuposto na inexistência de tudo o referiu não é, como tivemos a oportunidade de ver pelos casos afegão e iraquiano, um estado de equilíbrio que garanta o que quer que seja a alguém.
Talvez o Irão precise, a triste despeito dos prejudicados, de passar por esta experiência… porque também não creio que alguém se preocupe mais com o Irão do que aqueles que já lá estão. O que dizia ao Sam, então, é que comentar e criticar tal situação sem atacar as estruturas do estado iraniano seria uma postura muito mais razoável para alguém que, supostamente, nem deveria procurar, com pezinhos de lã, fazer política. Mas bem sei que isso custa!
Perseguições políticas há-as em todo o lado – talvez o que faça falta é gente, no Irão ou noutro lado qualquer, com vontade de se comprometer. Julgo que tem sido uma postura Bahai não se comprometer demasiado: talvez estejam a pagar por isso. Mas isso é algo que deverá ser o Sam a comentar
Muito obrigado,
Meu caro não quero tornar este espaço num debate a dois mas acho que o melhor seria as pessoas não comentarem e muito menos julgarem com tal convicção sobre aquilo que desconhecem a sua realidade, quanto a ter uma postura Bahai de não se comprometer demasiado, eu poderia até lhe dar razão se não fosse o seu comentário tão contraditório, porém pode ter certeza que os bahais não estão a pagar por isso.
Contudo coloco aqui alguns links para o amigo clarificar um pouco as suas ideias…
www.rsf.org/article.php3?id_article=23781
i11.tinypic.com/623alo9.jpg
www.gozaar.org/index.php
www.iranpressnews.com/english/source/029177.html
www.iranpressnews.com/english/source/028716.html
www.meydaan.com/news.aspx?nid=448
Minha Cara,
Estou a ver que se encarniçou com o meu comentário, o que me desilude, depois de ter considerado o seu tão sóbrio.
Mas repetir-lhe-ei a si, que não conheço, o que disse já ao Sam, que é meu amigo de longa data… e Bahai: creio que as mudanças devem ser internas; creio que temos o direito de indignar-nos e criticar, mas não o direito de atentar, do exterior, contra a política interna de um país.
Parece-me que está amplamente divulgada e generalizada, de todos os lados de todos os conflictos civilizacionais, a ideia de que o outro tem que ser igual a nós – pois lhe digo que recuso isso! Insuporto todos os problemas deste mundo, mas não creio que imiscuir-me em questões internas de outros países possa mudar seja o que for; principalmente quando se tornou já claro que uma grande parte desses problemas foi motivada pelas mesmas pessoas e organismos que agora, messianicamente, os querem resolver.
Face a isto, espero que o seu próximo comentário se adeque ao respeito com que creio ter respondido aos seus. E não arrisque a leviandade de pensar que eu não sei o que quer que seja,quer porque não me conhece, quer porque não o creio ter feito consigo.
Muito obrigado
Caro sr. Carlos,
Em resposta ao seu email sobre a foto neste link i11.tinypic.com/623alo9.jpg:
uma parte do povo, daquele que tem que resolver seus próprios problemas, vive numa miséria tão grande que o torna capaz de tudo para se alimentar… o pecado da pobre mulher é ter sede, só isto…
Quanto ao nosso amigo Marcos , peço que desse uma olhada nos tópicos mais recentes deste mesmo site…
Cara Ela,
Eu vi tudo o que me sugeriu que visse. Nem me daria ao trabalho de responder-lhe se não tivesse em consideração o que me diz ou mostra. Entretanto, se o que pretende é remeter-me para a actualidade, terei que informá-la que escrevo uma tese em representações na comunicação social. Dê-me um pouco de crédito!
Mas, a título de exemplo, aproveito para lhe dizer que vivo num país que está, por ora, obcecado em reescrever a história. Na Polónia, não há um ponto das relações com os russos que não derive no massacre de Katin – e com direito a filme do Wajda! Dizem eles que os russos massacraram soldados polacos na região de Lwow, actual Ucrânia – e têm razão! O que não dizem é que, assim como a Rússia tinha um projecto de Grande Rússia, também os Polacos o tinham de uma grande Polónia, do Báltico ao Mar Negro; o que não dizem é que, no pós-I Guerra, quando a Inglaterra e a França faziam tudo ao seu alcance para evitar um conflito, foi a própria Polónia que hostilizou a Rússia; não dizem que deportaram e mataram milhares de russos, ucranianos e lituanos que viviam em território polaco; não dizem, no fim de contas, que foram eles a mostrar à Alemanha a eficiência dos Pogroms. E a vitimização é permanente e actual, conforme se vê nos discursos dos gémeos Kaczynski.
Vejo-me como um leitor do mecanismo da História, e não da história mesmo… porque essa é a da conveniência dos homens num dado período de tempo. Se fosse a tomar parte junto do clero birmanês nesta hora, teria depois que viver, como na Polónia, com o facto de um grupo religioso controlar as estruturas do estado. Teria apoiado os judeus em 48 e agora estaria a criticá-los. Teria apoiado a Revolução de 17 e teria, depois, que aceitar que o mais bonito de todos os sonhos políticos derivara em ditadura.
E aquilo que sugeria ao Sam era que identificasse o problema e o descrevesse, apontando, nomeadamente, a pressão a que os próprios governos ocidentais sujeitam o governo iraniano – mas pensou nisso da última vez que votou? Já pensou que Cuba não seria uma ditadura ou a ditadura que se conhece se não fosse a própria necessidade de resistir aos EUA?
Celebre hoje o 5 de Outubro, porque foram necessários duas repúblicas, perseguições, uma guerra colonial, 50 primeiros-ministros e 15 presidentes da república para fazê-lo! Lembrou-se disso!?
1ºcomentário: …”Mas saberias expressa-los sem atacar a Rep. do Irao? E que o teu olhar e, manifestamente, “una mirada sobre la Republica de Iran”, e, ao contrario do que me ensinaste que se deveria esperar de um Bahai, bastante politica!”
2º: “Julgo que tem sido uma postura Bahai não se comprometer demasiado: talvez estejam a pagar por isso. Mas isso é algo que deverá ser o Sam a comentar”
3º: “…creio que as mudanças devem ser internas; creio que temos o direito de indignar-nos e criticar, mas não o direito de atentar, do exterior, contra a política interna de um país.”
4º:…”E aquilo que sugeria ao Sam era que identificasse o problema e o descrevesse, apontando, nomeadamente, a pressão a que os próprios governos ocidentais sujeitam o governo iraniano…”
Quatro comentários e eu a final não consegui perceber que o Sam deveria ou não comentar, deveria ou não expor e analisar o problema.
Pelos seus comentários entendi que comentando seria muito política e não comentando seria postura de não querer se comprometer.
E a final como se pode falar sobre um assunto sem falar dos elementos envolvidos?
Já viu esta entrevista?
www.youtube.com/watch?v=XV2qZtB8W3c&eurl=
Ah!
Trata-se apenas de uma questão de abordagem! Já percebi!
Passo a explicar: primeiro, aquilo que esperava do Sam era uma postura apolítica, porque sempre as teve e, como ele mesmo me explicou, é Bahai; depois, e já que teve uma postura política, esperava que fosse mais ampla e científica; por ampla e científica entendo disposta a tocar em todos os lados do problema, e não apenas nalguns.
Portanto, ninguém disse ao Sam que não comentasse: o que lhe disse foi que, já que comentava politicamente, coisa anormal, tentasse, pelo menos, falar de todos os aspectos do problema. Dir-se-ia JORNALISTICAMENTE!
Muito obrigado,
Exacto, é isto no entanto talvez o ponto seja mesmo este que você explicou: como bahai ele não queira entrar nos pormenores políticos mas ao mesmo tempo para poder expor o assunto, a situação decorrente … é preciso expor os elementos envolvidos, o histórico desta situação…
Afinal a situação apesar de se tratar de uma religião porém está a tomar dimensões políticas…não é isto que você põe em causa?
Obrigada
Não…
O que me surpreendeu foi que, em sete anos de amizades e conversa, nunca o vi, como Bahai, a tomar uma posição política. Fê-lo agora e questionei-o nesse sentido.
O que me surpreendeu, seguidamente, foi a forma como o fez, que não creio que tenha sido a melhor – e tenho o direito de achá-lo, apesar de lhe louvar a atitude (que são duas coisas bem distintas!) – questionei-o tembém nesse sentido.
O que me surpreendeu ainda mais foi que alguém pudesse pensar que eu separasse a questão política e a religiosa, quando o estado iraniano é, de facto, teocrático; e quando me parece claro que se um determinado grupo nega a discussão política – Bahai seja – é porque está muito mais disposto a conviver com um determinado modelo político – ditatorial seja – do que outros. Por vezes lá sai o tiro pela culatra…
O que me arrebatou, finalmente, foi que sugerisse que eu não sabia do que estava falando e, pior, que estivesse a dizer ao Sam que se calasse ou às pessoas que não se manifestassem e resistissem, quando a única coisa que disse foi que não aceitava uma mudança imposta a partir do exterior por qualquer outro país e muito menos pelos EUA.
Logo, o que ponho em causa é que a Ela, tendo eu explicado tanta coisa, ainda pense que eu quero o Sam calado, que não mude nunca de posição ou opinião, que o estado iraniano continue a oprimir, e que eu não saiba o que para aqui escrevo.
Resta-me perguntar: já gastou metade da energia que empenhou a tentar rebater-me a passar o artigo do Sam a outras pessoas?
Mais outro link:
www.iranrepublic.org/